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domingo, 10 de abril de 2011

das coisas simples da vida

Domingo é o dia oficial da preguiça e não tem quem me convença do contrário. Vez ou outra, tenho um domingo agitado, mas o ideal, para mim, é acordar tarde, preguiçar muito, comer algo bem gostoso, conversar besteira, ver filme e tudo mais que não exija muita movimentação e esforço. Hoje eu até que já fiz bastante coisa: preparei metade do almoço (a outra metade eu só esquentei!), fui no supermercado, cortei mais de dois quilos de carne em bife, embalei, etiquetei e congelei. Levei o marido no trabalho e ainda tenho meio mundo de coisa para arrumar na casa e preciso ir encontrar com a minha mãe agora à tarde. 

Se existe algo que eu não suporto fazer aos domingos é cozinhar. Sério mesmo. Só de pensar na cozinha, nos ingredientes, na louça para lavar depois... já perdi a coragem. Normalmente, almoço na rua com a minha mãe e improviso qualquer coisa rápida no jantar com o marido. Na segunda, as energias normalmente estão de volta e lá vou para a cozinha de novo.

Para os preguiçosos como eu, deixo a ideia de um sanduíche rapidíssimo e gostoso. É mais um da série "a gente tem pressa, mas não come qualquer coisa não"

Tudo começa com um pãozinho integral delícia que você compra naquela padaria mais arrumadinha do bairro. Esse aí é da Deluca, padaria ali na Rosa e Silva (Aflitos). Achei a casca um pouco dura demais, mas o sabor é interessantíssimo. No recheio, creme de ricota - que eu comprei lá também - e um tiquinho de pimenta do reino e sal. Dá também para colocar outro queijo de sabor mais decente, tipo um gorgonzola, ou ainda emmental ou gruyère. Aconselho fortemente. Eu aqui fui só de ricota mesmo.
Depois, umas rodelinhas de tomate e, por fim, folhas de rúcula e um fio caprichado de azeite. Eu ainda acrescentei umas folhas inocentes de alface, que não alteram muito o sabor e propiciam aquela crocância extra maravilhosa.
É isso, gente. Jantar providenciado em menos de dez minutos, pouca sujeira, comida gostosa e barriga cheia e feliz. Querem mais o quê?

segunda-feira, 28 de março de 2011

um rap10, dois recheios e muitos petiscos

Aqui em casa, consumimos poucos industrializados. Poucos mesmo. Na despensa, tem só algumas conservas (palmito, alcaparra a afins), lata de tomate pelado, extrato de tomate mini para emergências e os biscoitos do marido. O resto é arroz, feijão, cuscuz, macarrão, grão de bico e afins. No congelador, só comidas que preparamos aqui. No máximo, ervilha ou brócolis congelado e, vezemquando, batata palito. 

Além de rolar uma preocupação com a saúde, eu, particularmente, acho que a maioria dos industrializados são caros e ruins. Prefiro muito mais cortar uns tomates crus e esquentar rapidamente para jogar no macarrão do que usar um molho ácido e com gosto estranho. Já comi, sim, muita coisa congelada, pré-pronta, mas há tempos que as aboli. 

Existe sim algo que me faz querer sair correndo da cozinha: massas. De qualquer tipo: folhada, de pastel, de torta, de pizza, pão, enfim. Só de pensar na farinha de trigo já me dá preguiça. Se for só para mim e para Carl, eu até me arrisco, vez ou outra. Se for para levar numa festa, não tem nem perigo de eu me aventurar. Nessas ocasiões, recorro às prontas. 

A desse dia foi o Rap10. Por algum motivo, é díficil encontrá-lo aqui em Recife. Só tem um supermercado que sei que vou achar. Nos outros, é loteria. Esse aí, por exemplo, é o normal, pois não havia integral - que é mais gostoso - quando fui comprar. Acho os enroladinhos uma delícia, apesar do gosto da massa deixar a desejar (nesse caso, a praticidade vem antes do sabor, na minha opinião). Agora vamo deixar de enrolação e passar pro que interessa: os recheios.

Fiz dois tipos: galinha tandoori (7) e ricota com rabanete (3). Tandoori marsala é um tempero indiano, frequentemente combinado com galinha, mas que também pode ser usado com outras carnes. É uma mistura de muitos temperos, como semente de coentro, cominho, gengibre, louro, páprica, cúrcuma e outros. Aqui em Recife, acho que dá para encontrá-lo na Casa dos Frios. Eu o trouxe numa viagem, então não sei onde mais ele existe por aqui.

 Seguinte: quatro sobrecoxas de galinha foram guisadas e depois desfiadas.
Depois, tostei rapidamente duas colheres de sopa de tandoori numa frigideira.
Misturei o tempero com quatro colheres de sopa de iogurte natural.
Os discos de Rap10 foram aquecidos rapidamente numa frigideira. Uns 3 minutos de cada lado. Se ficar tempo demais, ele quebra na hora de enrolar. Eu esquento um disco, recheio e só depois esquento o próximo.
Misturei o iogurte com a galinha e passei em metade do disco. O molho foi o suficiente apenas para molhar a carne. Se tiver molho em excesso, a massa fica mole e muito úmida. 
Depois, umas folhinhas de alface americana.
E aí foi só enrolar e usar uns palitos para ajudar a prender.
O de ricota é bem simples. Primeiro, mostarda.
Depois, ricota e rabanete ralado.
Por último, umas folhinhas de agrião.

Os dois ficaram uma delícia. Confesso que tive medo que o de ricota não fizesse sucesso, pois não sabia do paladar das pessoas que iam comer. Mas todos aprovaram sim. No de galinha, é possível substituir o tandoori por curry. Não fica a mesma coisa, mas quebra um galho. E, ah, para enrolar os discos, é preciso ter a mão firme, se não fica frouxo. Também, na hora de cortar, eu prendo logo os quatro palitos nele, seguro bem e uso uma faca de serra. É facinho, prometo.

sexta-feira, 4 de março de 2011

abobrinhas na cozinha alheia

No Rio de Janeiro, não para de chover. E chega um momento em que a pessoa cansa de perambular embaixo de chuvisco. Por isso, depois de muitas andanças, desisti de comer qualquer coisa na rua e resolvi preparar um almoço rapidinho na casa da minha tia. Fui pensando no que ia fazer e, no caminho de volta, passei no supermercado para comprar o que faltava. Já tinha decidido: ia preparar rolinhos de abobrinha recheados com ricota e pesto. 

No entanto, o meu suposto almoço rápido quase se transformou em uma empreitada mal sucedida. Minha tia não estava em casa, então tive que me virar na cozinha desconhecida sem saber onde encontrar o que queria. Prestenção na história:

Cheguei em casa e fui lavar a abobrinha. Mas, opa, quem disse que eu sabia onde encontrar vinagre safado, água sanitária ou seja lá o que fosse? Rodei a casa e nada. Bati todos os armários e nada. Resultado: lavei muito bem com água e sabão e depois deixei de molho num tiquinho de vinagre balsâmico. Passados uns minutos, cortei a abobrinha no sentido do comprimento em fatias finas. A abobrinha era magrinha, mas eu já tinha cismado que ia comê-la desse jeito, então fiz assim mesmo. Grelhei em uma frigideira, uns 5 minutos para cada lado, até dourar. Joguei um salzinho e umas ervas finas por cima. Colocaria também pimenta moída na hora se eu tivesse encontrado o moedor. 

Abobrinha devidamente grelhada, passei uma camada generosíssima de pesto (da Hemmer, que é o mais gostoso dos industrializados e que dificilmente acho em Recife) em cada fatia. Depois, acrescentei um pouco de ricota amassada. Experimentei-a antes e achei o tempero bom, mas, se quiser, dá para temperar com sal, azeite, pimenta do reino, ervas secas, essas coisas. Apertei bem a ricota com a mão para formar uma massa mais densa e ela não se esfarelar depois. Se você tiver palitos em casa - ou se você estiver numa cozinha desconhecida e ACHAR os palitos - use-os para fechar bem os rolinhos e deixá-los firmes. 
Untei uma assadeira pequena com azeite, coloquei os rolinhos e cobri com molho de tomate (na verdade, com o suco que vem na lata de tomate pelado) e queijo parmesão.

E aí começou o momento de maior tensão. Tentei ligar o forno e nada. O acendedor automático não funciona de jeito nenhum. Também não achei fósforos. Quer dizer, só daqueles fósforos sem vergonha, mas eu que não ia arriscar queimar meus dedos com um pedaço de papel desse, né? Então, recorri ao forninho elétrico da minha tia, que deve ter mais de uma década, mas que funciona perfeitamente - para assar pão, pelo menos, que é a sua única função aqui. Liguei e ajustei a temperatura. Coloquei a travessa e fiquei rezando para o bicho não explodir, parar de funcionar ou sei lá o quê. Veja bem, não tenho problemas com fornos elétricos, mas esse já é antigo e ia ficar ligado por uns bons minutos, quando normalmente é utilizado por menos de dois minutos. Não me lembro quanto tempo ficou no forno, mas é o suficiente para derreter o queijo. Diria que uns dez minutos no forno a 180 graus, talvez?
O queijo, então, finalmente derreteu e pude tirar a travessa. Corri para fazer a foto e me deliciar, porque já era quase 15h. Ficou simplesmente maravilhoso. O pesto fez toda a diferença, claro. Pode testar aí na sua casa amanhã que eu garanto.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

berinjela com crosta de coco

A receita de hoje é especial para Samara. Sabe aquelas amigas que são raras, que você conta nos dedos quantas tem? Pronto, ela é uma dessas. Queridíssima, elétrica e tagarela, aquela pessoa que todo mundo estranha quando está calada. Dia desses, Samara me ligou para, finalmente, colocarmos os assuntos em dia. É que no fim do ano passado ela foi para São Paulo e, desde então, não tínhamos nos falado com calma. No meio da conversa, ela comentou que havia tentado fazer uma berinjela aqui do blog e que tinha dado tudo errado, que eu tinha que explicar melhor, que ficou salgada, que depois descobriu um bicho na berinjela, que a erva que ela colocou não prestou, que isso, que aquilo. Quando o crédito do celular dela acabou, desligamos. Ela me ligou mais tarde, no mesmo dia, para pedir outras receitas, pois queria impressionar o pessoal e se redimir do desastre da berinjela. Nesse meio tempo, prometi que postaria mais receitas de berinjela aqui,  simples e bem explicadas. Aí vai a primeira, galega:

Ingredientes:
- 1 berinjela média
- 1 tomate grande e maduro cortado em cubos
- 1/3 de xícara de leite
- 1/3 de xícara de creme de leite
- 3 colheres de sopa de vinho branco seco
- 150g de ricota
- 1/2 xícara de coco ralado (nada de saquinho. Sem preguiça, é só comprar coco fresco ralado na hora no mercado mais próximo!)

Corte a berinjela em fatias finas e deixe desidratando no sal por 30 minutos. Passado o tempo, lave bem as fatias. Numa frigideira, aqueça um fio de azeite e doure levemente a berinjela dos dois lados (pouco mais de um minuto para cada lado). 

O 'molho' é super simples: misture o leite, o creme de leite, 100g de ricota esfarelada e o vinho. Leve ao fogo apenas para ferver rapidamente e evaporar o álcool. Ajuste o sal, acrescente pimenta do reino e manjericão desidratado. 
Por último, prepare a crosta de coco. Aqueça um fio de azeite numa frigideira e depois acrescente 50g de ricota esfarelada e 1/2 xícara de coco fresco ralado. Mexa bem até ficar levemente dourado. Se preciso, acrescente sal.

Agora, é só montar. Primeiro a berinjela, depois o molho, tomate (temperado com azeite), berinjela de novo, molho, tomate e, para finalizar, a crosca de coco com ricota. 



Leve ao forno pré-aquecido (230 graus) por 30 minutos. Tire, espere esfriar um pouco (mas só um pouco) e sirva. Como acompanhamento, serve quatro pessoas. 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

panqueca de espinafre


A panqueca da foto foi feita semana passada, quando eu tinha um maço interminável de espinafre. Não sou uma cozinheira de panquecas muito habilidosa não, admito. Aliás, até pouco tempo atrás, foram raras as vezes em que tinha me aventurado a preparar esse prato. Um belo dia, resolvi testar as panquecas integrais da Cami, do naminhapanela. E, veja bem, ficaram extremamente deliciosas. A partir daí, comecei a fazer panquecas com mais frequencia, mas ainda tenho um longo caminho a percorrer até dominar a técnica rs.

Usei a receita da Cami como base e acrescentei o espinafre. O recheio fiz com ricota e grão de bico, para turbinar a proteína que vez ou outra falta na alimentação vegetariana e para matar o desejo de grão de bico, que eu adoro. (Antes que alguém pergunte, não sou vegetariana, mas dificilmente como carne/peixe/frango em casa. Um dia, dedico um post para falar sobre isso).

A receita é bem simples. Seguinte:
Panqueca:
- 1 xícara de farinha de trigo integral
- 1 xícara de leite
- 1 ovo
- 3 xícaras de espinafre (usei apenas folhas)
- Sal a gosto

Bata todos os ingredientes no processador até o espinafre ficar bem triturado. Pode ser no liquidificador também, claro.
Depois, é só aquecer um fio de azeite em uma frigideira (de preferência de teflon) e acrescentar parte da mistura. Já vi muita gente falando que usa uma concha para colocar a massa na frigideira, mas eu prefiro colocar direto do processador mesmo. Mexo a frigideira rapidamente para espalhar bem. Mas, enfim, como eu já disse, não muito habilidosa não, então fica a critério de cada um descobrir a maneira mais fácil de fazer isso, né mesmo? Depois de uns minutos, a borda vai começar a se soltar. Aí é só virar e deixar dourar um pouquinho o outro lado também. Vá empilhando as panquecas até terminar a massa. Renderam sete (ou oito? agora tou em dúvida!) panquecas. Usei apenas três e congelei o resto. 
O recheio é vapt-vupt.
Com um garfo, amasse 100g de ricota com 1 xícara de grão de bico cozido. Acrescente duas colheres de sopa de tahine e um fio de azeite. Ajuste o sal.
Fiz as panquecas em envelope. Assim:
Não queria cobrí-las com molho, então apenas cortei dois tomates em cubos e temperei com azeite, sal e pimenta do reino. Coloquei os tomates por cima das panquecas e joguei também um queijinho que, no caso, foi gouda. Um parmesão decente deve ficar delicioso também. (Importante: como não tinha molho, passei um pouco de azeite no fundo da travessa, para evitar que as panquecas grudassem).
Levei ao forno pré-aquecido (200 graus) por dez minutos. Servi com uma salada e foi só isso. Preciso dizer que ficou uma delícia?

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

pasta de azeitona

Padaria para mim é que nem loja de brinquedo para as crianças. Eu simplesmente adoro, desde as mais simples até as mais chiques, que vendem meio mundo de produtos além de pão. Eu sou meio preguiçosa para fazer pão, admito (sova sova sova espera espera espera sova sova. Dá preguiça só de pensar, mas eu ainda mudo isso), então adoro ir comprar um pãozinho diferente, experimentar um salgadinho, vê se tem alguma coisa interessante, enfim. Só tem uma coisa que eu não compro, a não ser em uma emergênia: pastas e antepastos. Primeiro, porque o preço é alto para o meu gosto (e bolso). Chega a custa mais de R$30 o quilo. Depois, normalmente, não são bons. Há exceções, claro, mas poucas. A regra é ter gosto de maionese. Quando eu dou sorte, encontro uma que foi feita com ricota. Difícil, às vezes, é descobrir qual é o sabor. Economizam tanto no ingrediente "principal" (tomate seco, gorgonzola ou seja lá qual for) que o gosto passa longe. É por isso que prefiro fazer pastas em casa. É rápido, barato, suja pouco e fica uma delícia. Essa de azeitona é a primeira de muitas que vou postar aqui. Tem também o antepasto de berinjela - receita feita e fotos já tiradas, mas tá na gaveta para não pensarem que eu sou a doida da berinjela. Tem peperonata, iogurte, gorgonzola e mais meio mundo de patês, pastas e antepastos que costumo fazer e que vou postar aqui aos poucos. Mas chega de enrolação e vamos para a receita.

A quantidade de cada ingrediente fica a gosto do freguês. Eu sempre faço de olho, mas dessa vez medi cada um para poder colocar aqui.
Os ingredientes são:
- 1/2 xícara de ricota esmigalhada
- 1/4 xícara de azeite
- 5 colheres de sopa de azeitona sem caroço
- 2 colheres de sopa de alcaparra

Para fazer, é rapidíssimo: bata a ricota com o azeite até ficar um creme (quase) liso. 
Acrescente as azeitonas e as alcaparras e bata duas a três vezes (tecla pulsar). Experimente e acrescente sal (se preciso) e pimenta do reino.
Sirva com um pão gostoso (esse era de azeite), uma torradinha ou o que tiver disponível. Num dia de preguiça, coloque mais azeite e use como molho de macarrão.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

bolinhos salgados de ricota

Esse foi o meu almoço de ontem. Eu tava desanimada, pensando em juntar uma sobra aqui com outra ali e comer uma coisa sem graça mesmo. Mas resolvi deixar a preguiça de lado e testar essa receita, desse livro, que é a minha bíblia de cozinha.

Pois bem, resumindo, são bolinhos de ricota com parmesão, tomate seco e azeitona. Se você é daquelas pessoas que olha torto para ricota e acha que é comida para quem está de dieta, reveja seus conceitos. É, certamente, um dos meus queijos preferidos. Não para comer pura, sem tempero, sem graça, claro, mas ela é tão versátil que raramente falta aqui em casa. O problema é que muita gente associa a ricota a um pão integral, com leite desnatado e uma fatia de mamão, naquele café da manhã sem graça que vez ou outra passa na televisão com dicas de alguma nutricionista. 

Voltando aos bolinhos, além de gostosos, eles são super práticos. Rápidos de preparar e não suja quase nada. Esse detalhe (a louça suja) é sempre importante para mim. Quando eu estou sem coragem de preparar algo, nem é por preguiça de cozinhar, mas por ter que lavar meio mundo de pratos/talheres/panelas depois. 

À receita, então? 
Ingredientes:
- 1 e 1/2 xícara de ricota esmigalhada
- 1/2 xícara de leite ou creme de leite 
- 2 xícaras de pão dormido em pedaços ou de farinha de rosca
- Sal
- 1 xícara de queijo parmesão ralado
- 4 ovos batidos
- 1/2 xícara de tomate secos ou pimentões vermelhos assados (aconselho usar pimentões. Na falta, como foi meu caso, vai de tomate seco mesmo). 
- 1/4 xícara de azeitonas fatiadas
- 1/4 xícara de manjericão

Nota: como só eu ia comer, adequei as quantidades. Usei: 1/2 xícara de ricota, 3 colheres de sopa de leite, 1/2 xícara de farinha de rosca (adicionei mais uma colher de sopa depois), 1/4 de xícara de queijo parmesão ralado, 1 ovo, 2 colheres de sopa de tomate seco e duas de azeitona e omiti o manjericão porque tava em falta). 

O preparo é facinho: misture a ricota, o leite e a farinha de rosca. Se estiver usando pão dormido, espere 30 minutos para ele absorver o leite. Se for farinha de rosca, pode seguir com a receita. Acrescente o sal, o queijo parmesão, o tomate seco/pimentão, a azeitona e o manjericão. Experimente o tempero, ajuste o sal se preciso (lembre que a azeitona já é bem salgada!) e acrescente os ovos batidos. Misture tudo. A massa fica molhada, mas não gruda tanto na mão. 
Ferva bastante água em uma panela e molde bolinhas com a massa. Quando a água ferver, coloque os bolinhos para cozinhar. Utilize uma colher para colocar o bolinho na água e não coloque muitos de cada vez. Se quiser, teste um bolinho primeiro. Se ele se desfizer, acrescente mais um pouco de farinha de rosca. Eles ficam prontos quando bóiam na superfície, cerca de cinco minutos depois. Tire com uma escumaderia e sirva. 
Dois bolinhos se desfizeram. Inteiros, ficaram doze. 
Eu comi com spaghetti, esse molho de tomate e um suco de laranja. Da próxima vez, vou testar com um molho de tomate mais lisinho. 

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

berinjela ao forno

Semana passada, uma amiga vinha almoçar aqui em casa e eu tinha prometido que ia fazer uma lasanha de berinjela. No meio do caminho, no entanto, resolvi inventar outra coisa, que ficou igualmente deliciosa, mas que não tem nada de lasanha. É uma berinjela ao forno sem nome, combinado? Acabou que Tainá não veio - ela vem amanhã e tou aqui pensando ainda no que vou cozinhar - então eu comi sozinha mesmo. No outro dia, ficou mais gostoso ainda. É que eu também esqueci de colocar o gorgonzola no primeiro preparo, então, quando fui comer depois, esfarelei um pouco do gorgonzola por cima antes de levar ao forno para esquentar. 

O preparo é simples. A parte mais "complicada" é o molho, que é justamente a parte em que não fiz fotos, pois ou eu cozinhava ou tirava as fotos. Fico devendo. 

Para fazer essa travessa, que serve umas 3 pessoas, eu usei:
- 1 berinjela grande cortada em fatias finas no sentido do comprimento
- 400g de ricota (comprei pronta porque tava sem tempo de fazer queijo fresco em casa, mas não gosto muito dessas de supermercado não)
- Xerém de castanha de caju (não sei a quantidade exata, o suficiente para cobrir o refratário. piquei castanhas inteiras porque era o que eu tinha em casa, mas o xerém é mais barato e serve do mesmo jeito)
- 1/2 colher de sopa de manteiga

Molho:
- 2 colheres de sopa de manteiga
- Um talo de alho poró cortado em rodelas
- 2 colheres de sopa de farinha de trigo
- 700ml de leite
- 1/3 xícara de vinho branco seco
- 4 colheres de sopa de creme de leite (opcional, usei porque tinha um sobrando na geladeira)

Ao preparo, vamos?
Comece esfarelando a ricota e temperando-a com sal, pimenta do reino, ervas secas e azeite. 
Corte a berinjela em fatias bem finas e organize-as numa grade (pode ser a do forno mesmo, eu uso uma assadeira circular que tenho em casa e que é "gradeada"), jogue sal em cima dessas fatias e deixe-as suar por, no mínimo, meia hora. Essa étapa é vital, pois irá desidratar a berinjela, então ela não soltará tanta água durante o cozimento no forno. Também tira o gosto de amargo. Já vi pessoas que deixam de molho em água e sal e acredito que funciona também. 
Enquanto a berinjela desidrata, prepare o molho. Derreta uma colher de sopa de manteiga e, quando ela começar a espumar, coloque o alho poró. Refogue por uns 5 minutos. Então, adicione a outra colher de sopa de manteiga, espere derreter e coloque a farinha. Mexa vigorosamente com um fouet por 2-3 minutos. Adicione o leite (em temperatura ambiente) aos poucos, sempre mexendo para dissolver bem a farinha. Coloque o vinho depois de uns 10 minutos de cozimento. O molho fica ainda mais 10-20 minutos no fogo (baixo, sempre). O leite é pra ser adicionado aos poucos mesmo. Não precisa mexer sem parar durante todo esse tempo, mas é sempre bom ficar de olho para não queimar, mexendo quase sempre. Molho pronto, finalize com o creme de leite e tempere com sal, pimenta e noz-moscada. Apesar das semelhanças, esse não é um molho béchamel, mas é um quase.

Passado o tempo da berinjela, lave-as bem e seque levemente com um papel toalha.

Para a montagem, siga a ordem:
1 - Molho
2 - Berinjela
3 - Molho
4 - Ricota
e depois novamente molho, berinjela, molho, ricota. Facilita bastante se a travessa for quadrada ou retangular, mas como todas (ou seja, duas) as minhas travessas retangulares estão na casa da minha prima, usei a que tinha disponível.
Para finalizar, refogue o xerém de castanha na manteiga por uns 5 minutos e coloque por cima da ricota. 
Aí é só cobrir com papel alumínio e levar ao forno a 200 graus por 30 minutos e por mais 10 minutos sem o papel alumínio. 

Aqui em casa, eu comi só com uma salada de alface e rúcula pra acompanhar e um suquinho de graviola!

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