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terça-feira, 7 de junho de 2011

biruta

Impossível pensar num almoço de domingo melhor do que ir para o Biruta. Relativamente perto de casa, comida boa, praia bem ali, ventinho, cerveja gelada e tudo que a pessoa tem direito. Só o preço que não é assim amigo do bolso, mas também não é exorbitante não. 
Para quem é de Recife e nunca foi lá, fazfavor, né. Eu sei que tem muitos outros bares de praia por aqui e muitos são bem legais também e alguns mais baratos, mas o Biruta é bom demais. A comida, sempre deliciosa. O atendimento é normal, nem bom nem ruim, mas o garçom é sempre atencioso. Se você não gosta de sol, vá à noite. Ou num dia mais ou menos nublado, como no último domingo. Aconselho sentar na parte externa, lá em cima. Só se prepare para a ventania, que é grande. Se tiver preocupações com o cabelo, é melhor sentar na parte interna. 
Nossa alegria começou com caldinhos de feijão e marisco (R$2). Ambos são muito bons. O de marisco é caprichadíssimo, quase um ensopado. O de feijão é bem encorpado. É quase tortura falar deles agora, nesse horário próximo do almoço. Minha barriga ronca desesperada. 
Depois, vieram os casquinhos de caranguejo (R$3,70 cada). São gostosos, mas a porção é  pequena.
Não pedimos nenhum prato principal, apenas petiscos. De bebidas, minha mãe e marido tomaram cerveja (Devassa Bem Loura, R$4,90 a garrafa) e eu fui a amiga da vez e tomei suco de acerola (R$3,50 o copo). O primeiro petisco que pedimos - e o último que chegou - é o imoral tempurá de camarão, que consiste, basicamente, em camarões empanados na raspa do coco e acompanhados por um molho de cachaça. Custa R$29,80 e vale cada centavo.
Os outros petiscos foram todos do mar, claro. Como o desejo de caranguejo era grande, pedimos uma porção de patola ao vinagrete (R$26,90) e um ensopado de caranguejo (R$25,50). A patola tava divina e o ensopado também, com coco na medida certa. Marido achou doce. Eu fui só de limãozinho e pimenta para temperar. No mais, a patola pode ser empanada e há outras opções de ensopado: aratu (R$15,80), sururu (R$14), marisco (R$22,30) e siri (R$25,50).

Pedimos também uma porção de filé de agulhas (é, saímos de lá praticamente rolando), que custa R$23,30 e vem acompanhada de molho tártaro. Gostoso, mas nada do outro mundo. Achei que vem massa demais. É crocante e coisaetal e, se você é chegado na fritura, peça sem medo. Eu comi pouco e me guardei pro camarão, que é mais do meu agrado. 
O Biruta também serve pratos completos, para uma ou duas pessoas, com preços que variam entre R$29 e R$58. A maioria envolve camarão ou peixe, mas tem também lagosta, além de moquecas e paellas (e filé mignon e massas). Confesso que fiquei curiosa para experimentar vários, como os camarões feitos com molho de manga, de maracujá ou o de abacaxi, mas sempre tenho preguiça de comer arroz e, por isso, prefiro os petiscos. O peixe servido é a pescada amarela, que é delícia. Nos diferentes pratos, os acompanhamentos envolvem: farofa de banana, molho de ervas, arroz de castanha, purê de inhame, calda de rapadura, crocante de alho poró e outros. 

Nos petiscos, além dos que comemos, há um infinidade de opções. Eles servem pastéis de carne de caranguejo ou siri (R$15,90 a porção com 10), aratu gratinado (R$3,70), bolinho de peixe  com creme de raspa de limão (R$16,50 a porção com 10), espetinho de frutos do mar (R$18,10 a porção com 3), fritada de aratu (R$23,50) e até bruschetta de camarão e polvo (R$22,50 a porção com 3). De sobremesa, a tradicional cartola sai por R$7,70. Além dela, há também sorvetes de tapioca, coco, pitanga ou chocolate (R$7 a R$7,90 - todos vem com acompanhamentos), brownie, mousse de chocolate e frutas frescas. Não pedimos nada doce, mas imagino que deva ser bom. 

Para quem é chegado numa promoção (opa!), às terças e quintas, das 17h às 21h, tem clone de camarão inteiro (R$12,80 - 500g) e de chopp (R$3,90). A promoção é valida para mesas com, no mínimo, 4 pessoas. 

O Biruta abre nas segundas a partir das 17h e, de terça a domingo, a partir das 11h. Para quem não sabe chegar lá, no site tem um mapa explicativo. Mas eu discordo dele. Na minha cabeça, entrou em Brasília Teimosa, pega a segunda à direita e depois a primeira à direita. De todo jeito, há plaquinhas indicativas no caminho.  

sexta-feira, 27 de maio de 2011

vida mansa

Minha mãe veio para um congresso no Summerville e eu cedi à pressão e fiz o sacrifício de acompanhá-la. Tou aqui curtindo uma vidinha mansa desde ontem. Tenho várias coisas para comentar, mas, agora, eu quero mesmo é ir dormir para acordar cedo amanhã e aproveitar esse sol que resolveu aparecer e a piscina, porque, vou dizer, a praia aqui é fraquinha demais. Prometo voltar com mais fotos num futuro próximo (até já tirei várias, mas estão todas ainda na câmera). 
Caipirosca (ou seria morangorosca?) é divertido e coisaetal, mas confesso que, para mim, nada se compara a uma cerveja estupidamente gelada. 
Café da manhã de hotel é amor demais. Queria um assim todo dia na minha casa.

domingo, 27 de março de 2011

sábado lindo


















Esse foi o meu sábado, assim bem lindo. Fui acompanhar a minha mãe na reunião das amigas, na casa de uma delas no litoral norte de Pernambuco. Eu sou o chaveiro da minha mãe, sabe? Desde pequena, sempre sou arrastada para as festas, reuniões, confraternizações e afins. Foi um sábado maravilhoso, com muito sol, comidas de praia, conversas divertidas e muitas risadas. 

É isso, gente. Bom domingo para vocês. O meu está um pouco tumultuado, porque desde cedo estão cortando uns galhos de uma árvore na frente do meu prédio, então nem hoje a gente está tendo sossego de barulho. A motosserra está ligada na última potência.

Até amanhã, dia de receita de petisco!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

um pulinho na praia

Pontal de Maracaípe
Todo recifense que se preze já foi a Porto de Galinhas alguma vez na vida. Dependendo da idade, provavelmente já veraneou por lá. Eu me incluo nos dois grupos, mas faz um bom tempo que não vou para Porto com frequencia. Aliás, raramente vou. Primeiro, porque tenho muito pouca paciência com lugares excessivamente turísticos e lotados. Também, acho que há outras praias mais interessantes e baratas. 

No entanto, marido tava de folga na quinta-feira e resolvemos fugir um pouco da cidade. Por questões de praticidade e distância, decidimos ir para Maracaípe, vizinha de Porto. Na quarta à tarde, pegamos a estrada para aproveitar o sol, comer comida de praia e tomar uma cervejinha. Eu, na verdade, tenho uma relação de amor e ódio com a praia. Adoro, mas nem sempre estou disposta a enfrentar o sol e o calor, então às vezes me dá uma preguiiiiça. Mas eu gosto muito do mar. Acho um desperdício ir para praia só para ficar sentada numa cadeira sem dar um mergulho. Claro que, se a praia for Boa Viagem/Setúbal e demais, a falta de mergulho fica perdoada, porque nadar com tubarão não dá. 

Na quarta, nossa viagem começou com os cupcakes da Pavlova. Eu tinha comprado um cupom no Peixe Urbano há meses e o prazo ia vencer amanhã. Passei lá antes de buscar Carl no trabalho e pedi os seguintes sabores: chocolate crocante, frutas vermelhas com chocolate branco, brigadeiro, chocolate e banana com chocolate. Os bolinhos eram de chocolate e de baunilha. Os cupcakes estavam gostosos, mas eu confesso que não sou muito fã deles não. Eu acho que é muito recheio para pouco bolo.


No caminho, resolvemos ir pela ponte nova da praia do Paiva. Queríamos conhecer e também ver se ficava mais rápido mesmo. O pedágio custou R$3,70 (R$5,50 nos fins de semana e feriados). A estrada é muito boa, bem limpa, nem parece que é Pernambuco. Achamos que o percurso foi mais rápido sim, principalmente porque saímos de Boa Viagem. 


Chegando ao nosso destino, nos instalamos e fomos para o centro de Porto, porque Maracaípe à noite é um deserto. Tomamos uma cerveja, jantamos tapioca e só. O negócio era dormir cedo para aproveitar o outro dia.
Jangadas estacionadas no centro de Porto - quarta à noite
Quinta-feira acordamos cedo e fomos para o pontal de Maracaípe. A maré tava baixa, baixa. Andamos, procuramos peixes (sim, temos dez anos) nas pedras, achamos um bicho esquisito e depois fomos tomar um banho de rio de água salgada, porque ninguém é de ferro. Depois, paramos no bar do pontal e fomos avisados que a consumação mínima era R$35 (!!) e que a latinha de cerveja custava R$3. Eu quase perguntei pro rapaz se eu tinha cara de besta. Só podia mesmo. O pior é que o bar tava vazio. Andamos para outro, o Saberé, acreditando, inocentemente, que encontraríamos preços mais amigáveis. Sentamos, tomei uma água de coco (que veio geladíssima e deliciosa) e pedimos um ensopado de sururu. Era R$9, então imaginamos que teria um tamanho mais ou menos decente. Ilusão. O sururu era gostoso, mas, claro, não valia nove reais. 
Ensopado de sururu banhado a ouro
Desistimos do pontal e fomos para maracaípe-do-surf. Lá onde você encontra uns bares mais acessíveis, mas tomar banho de mar é complicado. Sentamos no bar da Mônica e pedimos, de cara, um casquinho de aratu. Delicioso, R$3. A cerveja não era barata, R$4,50, mas pelo menos era de 600ml.
Adoro aratu!
O caldinho de sururu, também por R$3, tava muito bom.


Para almoçar, Carl pediu um arrumadinho (R$18) que serviu nós dois tranquilamente. Até sobrou. 


Passamos a tarde lá, tomando cerveja e conversando besteira. Carl ainda se aventurou no mar, mas rapidinho, porque desistiu logo de apanhar das ondas. Eu fiquei só no chuveirão mesmo. Fomos muito bem atendidos pelo garçom. O bar tava vazio, poucas mesas ocupadas. O banheiro, apesar de apertado, estava impecavelmente limpo. 
Bar da Mônica, Maracaípe: club social e skol fizeram ações de marketing violentas por toda a praia
Cestos de lixo ficavam embaixo das mesas e espalhados pela praia
Foi escurecendo e nos recolhemos para a pousada. Tiramos aquele cochilo de cansaço de praia e partimos novamente para o centro de Porto. Jantamos, andamos um pouco e voltamos. Quando estávamos quase dormindo, nos preparando para acordar cedo novamente e aproveitar mais um pouco a praia antes de vir para Recife, o apagão deu as caras e ficamos no escuro, no calor e sem informações. Até cogitamos voltar logo para Recife, mas quando soubemos que a falta de energia era geral, achamos melhor esperar por lá mesmo. Só conseguimos dormir depois das 3h da manhã, quando a energia voltou. Resultado: acordamos tarde e perdemos a praia, porque Carl tinha que voltar para o trabalho. Próxima folga dele, mais uma viagem para a praia, só não decidimos qual ainda!

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