Mostrando postagens com marcador sururu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sururu. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de abril de 2011

sururu ao coco

Você que não mora em Pernambuco ou no Nordeste e nunca ouviu falar de sururu, compraí uma passagem e vem experimentar, que é gostoso demais. Sem medo de ser feliz, que a satisfação é garantida.

Esse aí foi um dos pratos do almoço da Páscoa. Estava aqui no meu congelador há umas semanas, esperando a ocasião para ser preparado. Comprei ali no fim da Conselheiro Aguiar, do lado esquerdo. Esqueci quanto custou, mas acho que foi R$14 o quilo. Resolvi fazê-lo ontem, mesmo não tendo todos os ingredientes que queria. 

Os ingredientes ideais seriam:
- 1kg de sururu (ok!)
- Suco de dois limões (ok!)
- 1 cebola picada (ok!)
- 2 dentes de alho picados (ok!)
- 1 pimentão verde picado (faltou)
- 4 tomates pequenos sem pele e sem semente (substitui por 6 colheres de sopa de extrato)
- 200ml de leite de coco 
- Bastante coentro (aqui foi cebolinha)
- Louro (ok!)

A parte mais chata e mais demorada é lavar o sururu. Precisa ter muita paciência para deixá-lo bem limpo, porque não existe nada pior do que sururu com areia ou resto de concha. Primeiro, lavei tudo numa peneira e depois fui passando água em cada punhadinho de sururu e colocando num prato. Demorou, fiquei com as costas doendo, mas valeu a pena.
Sururu limpo, esprema o suco dos dois limões e deixe de molho. Enquanto isso, pique a cebola, o pimentão e o alho e tire a pele e as sementes dos tomates, se for o caso.
Tudo pronto, é hora de refogar a cebola, o alho e o pimentão (que eu não tinha).
Mexa por uns cinco minutos e coloque o sururu.
Mais uns três minutos mexendo e ele vai começar a soltar água. Acrescente os tomates (ou o extrato), duas folhas de louro e deixe ferver.
Depois de levantar fervura, conte 15 minutos (fogo baixo, hein?). Se ficar muito seco, é só acrescentar um pouco de água fervente, de preferência. Passado o tempo, coloque o leite de coco.
Voltou a ferver? Conte mais cinco minutos, desligue o fogo, acrescente o coentro (ou cebolinha, no caso aqui), ajuste o sal e pronto. Agora é só preparar a farofa, cortar o limão, pegar a pimenta e a cerveja e se deliciar.

domingo, 24 de abril de 2011

domingo de páscoa




meu domingo de páscoa teve: cozinha logo cedo para preparar o sururu e o almoço do marido, deixar o marido no trabalho, comprar caranguejo, almoço com mãe, tia e vó (que voltou mais cedo da viagem), cervejinha, assistir o clássico do futebol pernambucano na casa do amigo, mais cervejinha, ver o meu time ganhar, jogar uno e voltar para casa morta de cansada. 

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

um pulinho na praia

Pontal de Maracaípe
Todo recifense que se preze já foi a Porto de Galinhas alguma vez na vida. Dependendo da idade, provavelmente já veraneou por lá. Eu me incluo nos dois grupos, mas faz um bom tempo que não vou para Porto com frequencia. Aliás, raramente vou. Primeiro, porque tenho muito pouca paciência com lugares excessivamente turísticos e lotados. Também, acho que há outras praias mais interessantes e baratas. 

No entanto, marido tava de folga na quinta-feira e resolvemos fugir um pouco da cidade. Por questões de praticidade e distância, decidimos ir para Maracaípe, vizinha de Porto. Na quarta à tarde, pegamos a estrada para aproveitar o sol, comer comida de praia e tomar uma cervejinha. Eu, na verdade, tenho uma relação de amor e ódio com a praia. Adoro, mas nem sempre estou disposta a enfrentar o sol e o calor, então às vezes me dá uma preguiiiiça. Mas eu gosto muito do mar. Acho um desperdício ir para praia só para ficar sentada numa cadeira sem dar um mergulho. Claro que, se a praia for Boa Viagem/Setúbal e demais, a falta de mergulho fica perdoada, porque nadar com tubarão não dá. 

Na quarta, nossa viagem começou com os cupcakes da Pavlova. Eu tinha comprado um cupom no Peixe Urbano há meses e o prazo ia vencer amanhã. Passei lá antes de buscar Carl no trabalho e pedi os seguintes sabores: chocolate crocante, frutas vermelhas com chocolate branco, brigadeiro, chocolate e banana com chocolate. Os bolinhos eram de chocolate e de baunilha. Os cupcakes estavam gostosos, mas eu confesso que não sou muito fã deles não. Eu acho que é muito recheio para pouco bolo.


No caminho, resolvemos ir pela ponte nova da praia do Paiva. Queríamos conhecer e também ver se ficava mais rápido mesmo. O pedágio custou R$3,70 (R$5,50 nos fins de semana e feriados). A estrada é muito boa, bem limpa, nem parece que é Pernambuco. Achamos que o percurso foi mais rápido sim, principalmente porque saímos de Boa Viagem. 


Chegando ao nosso destino, nos instalamos e fomos para o centro de Porto, porque Maracaípe à noite é um deserto. Tomamos uma cerveja, jantamos tapioca e só. O negócio era dormir cedo para aproveitar o outro dia.
Jangadas estacionadas no centro de Porto - quarta à noite
Quinta-feira acordamos cedo e fomos para o pontal de Maracaípe. A maré tava baixa, baixa. Andamos, procuramos peixes (sim, temos dez anos) nas pedras, achamos um bicho esquisito e depois fomos tomar um banho de rio de água salgada, porque ninguém é de ferro. Depois, paramos no bar do pontal e fomos avisados que a consumação mínima era R$35 (!!) e que a latinha de cerveja custava R$3. Eu quase perguntei pro rapaz se eu tinha cara de besta. Só podia mesmo. O pior é que o bar tava vazio. Andamos para outro, o Saberé, acreditando, inocentemente, que encontraríamos preços mais amigáveis. Sentamos, tomei uma água de coco (que veio geladíssima e deliciosa) e pedimos um ensopado de sururu. Era R$9, então imaginamos que teria um tamanho mais ou menos decente. Ilusão. O sururu era gostoso, mas, claro, não valia nove reais. 
Ensopado de sururu banhado a ouro
Desistimos do pontal e fomos para maracaípe-do-surf. Lá onde você encontra uns bares mais acessíveis, mas tomar banho de mar é complicado. Sentamos no bar da Mônica e pedimos, de cara, um casquinho de aratu. Delicioso, R$3. A cerveja não era barata, R$4,50, mas pelo menos era de 600ml.
Adoro aratu!
O caldinho de sururu, também por R$3, tava muito bom.


Para almoçar, Carl pediu um arrumadinho (R$18) que serviu nós dois tranquilamente. Até sobrou. 


Passamos a tarde lá, tomando cerveja e conversando besteira. Carl ainda se aventurou no mar, mas rapidinho, porque desistiu logo de apanhar das ondas. Eu fiquei só no chuveirão mesmo. Fomos muito bem atendidos pelo garçom. O bar tava vazio, poucas mesas ocupadas. O banheiro, apesar de apertado, estava impecavelmente limpo. 
Bar da Mônica, Maracaípe: club social e skol fizeram ações de marketing violentas por toda a praia
Cestos de lixo ficavam embaixo das mesas e espalhados pela praia
Foi escurecendo e nos recolhemos para a pousada. Tiramos aquele cochilo de cansaço de praia e partimos novamente para o centro de Porto. Jantamos, andamos um pouco e voltamos. Quando estávamos quase dormindo, nos preparando para acordar cedo novamente e aproveitar mais um pouco a praia antes de vir para Recife, o apagão deu as caras e ficamos no escuro, no calor e sem informações. Até cogitamos voltar logo para Recife, mas quando soubemos que a falta de energia era geral, achamos melhor esperar por lá mesmo. Só conseguimos dormir depois das 3h da manhã, quando a energia voltou. Resultado: acordamos tarde e perdemos a praia, porque Carl tinha que voltar para o trabalho. Próxima folga dele, mais uma viagem para a praia, só não decidimos qual ainda!

Printfriendly

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...