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sábado, 5 de fevereiro de 2011

finalmente, a feira de orgânicos







Dona Lenir e seus bolos, sanduíches, pastéis, sucos e muito mais.
Hoje o dia demorou para amanhecer e, quando cheguei na feirinha, já tinha bastante gente. Tava tão tumultuado que ficou ruim para tirar fotos. E nem era tão tarde assim, umas 5h20. O feijão verde já tinha acabado, então voltei para casa com o preto mesmo. Comprei quase tudo que queria, só esqueci o tomate e o pimentão verde. Quer dizer, o pimentão também já tinha acabado.

Essa foi a minha feira (e o preço das coisas):
Alho-poró: R$2 (4 unidades)
Couve-manteiga: R$1 (maço)
Espinafre: R$2 (maço gigante)
Cenoura: R$2 (quilo)
Berinjela: R$1 (5 unidades)
Nirá: R$2 (maço pequeno)


Ovos: R$3 (meia dúzia)
Cebola: R$2
Banana: R$0,10 (unidade)
Limão: R$1 (8 unidades)
Abacate: R$0,50 (unidade)
Maracujá: R$2 (6 unidades)
Pimenta biquinho: R$2

Teve também alface americana, que custa R$1 um pé caprichado. O feijão é R$5 o quilo, Normalmente, tem carioca, preto e verde, além de fava. Comprei goma para fazer tapioca, R$3 o quilo. Não comprei chuchu, mas 4 unidades custam R$1. De lanche, teve sanduíche de pão de jerimum, com soja, tahine e shoyu e uma folhinha de alface. Lá de dona Lenir, claro.

sábado, 29 de janeiro de 2011

a não-saga da madrugada

Pastel de jaca verde
Quem me conhece, provavelmente já me ouviu falar da feirinha de orgânicos que costumo ir. Acontece nas madrugadas do sábado, atrás do Colégio São Luís, aqui em Recife. Além de comprar frutas, verduras, ovos, feijão, temperos, brotos e flores, é lá que compro também um pastel de jaca verde delicioso, feito por dona Lenir, uma senhora muito simpática de Abreu e Lima. O pastel é de massa integral, recheado com jaca verde desfiada e refogada com temperinhos. Não tem nada a ver com a jaca que conhecemos, a qual não suporto nem o cheiro (já comi várias vezes e até tentei gostar, mas não desce).

Teoricamente, a feirinha começa às 5h, mas antes das 3h já há barracas montadas. E, às vezes, se você chegar às 7h, não tem mais nada. Eu, que sou a louca da feira que quer escolher tudo e sem tumulto, costumava ir às 3h30. Depois, quando Carl começou a trabalhar aos sábados e eu tive que ir sozinha, passei a ir entre 4h e 5h, para sair de casa já com o dia amanhecendo. E aí é todo um ritual: escolher as verduras, conversar, comprar, sair cheia de sacolas, deixar na mala do carro e voltar para comprar mais, parar na barraca de dona Lenir para comer e tomar um suco, conversar umas besteiras e voltar para casa. Vez ou outra, encontro algum amigo voltando da farra e passando lá para matar a fome.

Em 2011, ainda não consegui ir para a feirinha. Toda semana, um motivo diferente me impediu. Mas hoje foi só preguiça mesmo. Fui dormir tarde e não consegui acordar para ir. Também não quis virar a noite (já fiz isso várias vezes, mas o cansaço não compensa). Resultado: perdi a feira e minha geladeira continuou vazia. Quer dizer, quase. Carl hoje tinha que chegar no trabalho às 8h, então fui levá-lo em Boa Viagem. Aproveitei, na volta, para passar na feira agroecológica de lá, que fica na pracinha do Parraxaxá, para ver se ainda tinha alguma coisa. Só consegui comprar coentro, cebolinha, couve, pimenta do reino e umas acerolas perfumadíssimas. Mas o meu principal interesse nessa feira era outro: ir na barraca do filho de Dona Lenir, atrás de um pastel de jaca. Se fosse na outra feira, o pastel já teria acabado há séculos, porque sai muito rápido. Lá, no entanto, ainda tinha. Comi um, tomei um suco e trouxe quatro para casa. Dois já foram embora.

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